Resumo
Este artigo busca explorar como uma comunidade migrante multicultural é gerada no romance Chilco (2023), de Daniela Catrileo. Propõe-se que o romance retrata uma aliança migrante entre personagens femininas de origens diversas (mapuche, peruana e haitiana) que se opõe à violência patriarcal e pós-colonial. Para tanto, a análise adota três abordagens: primeiro, examina como o romance representa a ameaça patriarcal e nacionalista representada pelas personagens migrantes e como elas formam uma aliança em resposta. Segundo, interpreta a perpetuação do discurso colonialista por meio da organização dos espaços no romance. E terceiro, demonstra que o romance enfatiza o valor da diversidade entre as personagens, com base em uma prática experiencial onde cheiros, sabores e diferentes formas de falar fomentam uma comunhão enraizada no afeto. Considerando esses aspectos, o chilco, planta que prospera em solos muito úmidos, funciona como metáfora para uma nova forma de compreender a migração, como um ser vivo que cresce através da permeabilidade com culturas marginalizadas —metáfora que se entrelaça na estrutura do romance, que é imerso ou integrado por material de arquivo sobre o território.
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